A disparada dos juros e do dólar reflete uma mudança de direção pelos atores que podem influenciar os preços, os investidores externos.
O movimento de entrada foi muito intenso para a curva de juros e para o Real, de março/26 a início de maio/26.
Hoje, junho/26, ao contrário de algumas manchetes da imprensa, relacionando a disparada dos juros a "atividade em alta", tudo que vemos em alta em termos de economia é um grau de endividamento alto das famílias, e assim uma adesão incrível ao programa Desenrola, o que irá afetar o estoque de dívida pública e também uma possível retomada do consumo pelo sucesso do programa.
Isso em ano eleitoral.
A equação para equilibrar variáveis como aumento do IPCA e a renovação da capacidade de endividamento e aumento de consumo dificilmente conversam com redução da SELIC.
E essa dinâmica está sendo reequilibrada pela desvalorização do Real e, pari passu, verticalização dos prêmios de juros no mercado futuro.
A curva inteira trabalha acima de 14% hoje. E vários vértices acima do atual nível de SELIC, em uma clara deterioração de expectativas.
Combinado com esse fato, temos Petróleo novamente acima de USD 100,00.
Investimentos indexados ao IPCA apresentam preferência nessa janela de oportunidade.
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