Ola, tudo bem
Os ganhos com os títulos de renda fixa incentivados tiveram forte valorização nos mercados. Isso melhorou, consideravelmente o resultado dos fundos de investimento que tem essa finalidade. Como efeito colateral, esses fundos passaram a sofrer com o próprio “sucesso”:
após meses de resultados ruins, em relação ao CDI ( non-sense) dado que são títulos indexados ao IPCA, transferindo automaticamente o índice de comparação para os títulos públicos indexados ao IPCA.
Mas, a pessoa física especialmente entende que o balizador é o CDI e que um fundo de debentures de infra estrutura é na verdade uma espécie de LCI/LCA: medida pelo retorno liquido em relação ao CDI.
E, por características ( jabuticaba) do mercado Brasileiro, esses títulos bancários LCA/LCI não tem seu preço cotado a mercado todos os dias.
É mostrado para o investidor o retorno apenas, em uma linha reta. Ou seja, existe uma impressão de valorização continua ( que não pode ser testada) dado que ninguém o PREÇO DE VENDA desse titulo.
Diferente de um titulo com preço diário, que sobe, desce e oscila ( o que normal) versus a anormalidade de ver uma curva reta. Que não representa o valor real, mas quanto supostamente aquele titulo rende.
Mas, concordamos, é gostoso observar diariamente o valor dos investimentos subindo de forma linear. E muito desagradável, ver dias em que os investimentos estão negativos.
Aqui voltamos ao preço dos títulos das debentures incentivadas, vendidas como uma alternativa a LCI e LCA. Mas que são além de não ser correto comparar com o CDI, ainda por cima tem preço de mercado: sobe e desce diariamente.
Pior, esses fundos com debentures incentivadas, dado a crise na geração de lastro para LCI e LCA ( economia real em crise entre outras coisas por uma SELIC de acima de 10% ao ano) tem sido utilizada pelo mercado de distribuição de investimentos como produto para o cliente final.
Que entra, sem saber onde entrou, na expectativa de ter um produto semelhante a uma LCI/LCA. E que, dependendo do momento, pela pericia dos gestores em certas janelas, até podem vir a render melhor que uma Selic de 15%. Ocasionalmente.
Mas o sobe e desce inevitavelmente produzem a volatilidade ( que não foi explicada devidamente) e próximo passo, resgate das cotas.
Esse resgate das cotas muito nos interessa: permite que tenhamos acesso a títulos ótimos, verdadeiras joias, que os gestores não queriam vender.
Mas com o mercado estreito, e sob a ordem de resgate o gestor tem que resgatar de qualquer jeito; logo, oportunidades magnificas, títulos ótimos, raros, com preços de ocasião, acabam aparecendo nas plataformas, BTG etc.
Assim, no pos rally eleitoral, muito desses fundos de infra, mal vendidos para investidores que não entendem direito qual a finalidade dessa estratégia de investimentos, tiveram ótimos ganhos; foi o gatilho ideal para , na ótica do cliente mal orientado, “ me desfazer dessa droga por que melhorou”.
E aqui, estamos. Ótimos títulos, AAA, disponíveis de forma abundante nas plataformas.
Para investir, você precisa de método. Vamos conversar.
Abraço Mateus Caldasso